quinta-feira, 20 de novembro de 2008

PAISAGENS COSMOPOLITAS

* Contei 457 pessoas na fila do metro Barra Funda no domingo às 19:30 quando eu, ingenuamente, ia para o cinema.

* Fui e voltei, coincidentemente no mesmo vagão de metro que uma pós-adolescente. Descemos no mesmo ponto e provavelmente assistimos ao mesmo filme. Digo coincidentemente porque em uma cidade de XY milhões de habitantes penso que trata-se de algo pouco provável. Ou será que os guetos permitem isso? Será que já cunharam a expressão “SP é um ovo?”

* Minhas irmãs (14 e 18) não usam mais condicionador. Nem tem mais no box do bnheiro. Expressão de um tempo que quer cabelos rebeldes, disformes, menos comportados. É tempo de pomadas!

* Não aos saquinhos plásticos! E eu, ingênua, sentindo falta de puxa-sacos nas casas alheias. Agora todo mundo tem uma sacola, cada uma mais bacana que a outra, para trazer as compras do mercado.

* Vicky Cristina Barcelona foi o meu “passeio cultural obrigatório” de SP...rs... Woody, vc continua a ser o melhor para tratar a neurose e obsessão nos relacionamentos amorosos contemporâneos....uhauha

* Chorei em um aeroporto pela primeira vez na minha vida. Igual criança. (e lá se foi ela pro mundo de lá).

* Doei meu ouvido e minha mente a ouvir e refletir sobre as confissões de uma amigo desolado pelo amor.

* Descobri que Barão Geraldo, distrito de Campinas que abriga a UNICAMP, parece uma cidadezinha do interior. Muitíssimo agradável, por sinal. To gostando dessa coisa de cidades pacatas... quem diria...rs... isso é a oposição completa ao meu “ar cosmopolita” advindo da origem e criação...hehe.

* Me senti mais próxima como pessoa e mais vulnerável como ser humano. Pela possibilidade da perda.

* Fiz planos mentais.

Um comentário:

Pao-Lo disse...

Humm muitos, muitos temas... vou pegar um que tá na moda por aqui e que me preocupa também. As sacolinhas. Ok, a idéia de uma sacola não descartável é ótima, já funciona bem em vários países e em alguns sequer chegou a existir a tal sacolinha de plástico. Questões que me parecem ainda sem solução (Não sei como esses países resolveram isso, mas acho que não resolveram nada, tão é enterrando lixo nuclear, alugando sub-solo uns dos outros. Varre pra debaixo do tapete hehehe):

1)Dentro de cada sacolinha costumamos trazer umas 3 ou 4 embalagens plásticas... essas continuariam? Então...

2)Se resolvida a questão anterior de "como embalar alimentos hermeticamente" - sem que cheguemos à conclusão que o "vendido a granel" no saco de papel manilha era a melhor solução e é mais antiga que andar pra frente - como vamos mandar o nosso lixo porcão pra ser recolhido pela prefeitura? Porque toda sacolinha de super-mercado vira saco de lixo depois. Faz algum sentido.

Caçambas na garagem e aquele tubo de descarte de lixo passando pelos apartamentos? Inviável quase; isso começaria agora e já foi testado e descartado, não sei... na construção civil esses processos são leeentos também. Então... latas de lixo?

Plástico reciclável e biodegradável? Que vão custar um absurdo e que se degradam em 50 anos ao invés de 100? Provavelmente serão váaaarias soluções simultâneas, mas A BOA ainda num apareceu, eu acho. Voto no "alimento a granel" e no saco de papel, mas duvido que essa seja adotada. Tem muito dinheiro em jogo nessa história e quem quer jogar dinheiro no lixo? Vida do planeta até pode, mas dinheiro (que apenas representa o resto, deveria apenas facilitar a troca) não. De novo a questão do pensar em mim ou na comunidade. Questão complicada.

Uai... se Marte num tiver nada de nada, pode se transformar em um grande Lixão... é feio, mas pelo menos esses programas espaciais terão alguma função que não seja... "Hoje o telescópio Hubble enviou imagens..."

Zuações à parte, acho que passa por um controle de natalidade mundial... e por muita coisa séria, que só se concerta com o sentimento de irmandade entre as nações, indivíduos... "All you need is love"...