domingo, 28 de setembro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

Gosto muito dessa coisa de criar categorias para os filmes. tenho gostado especialmente desses. têm todos uma mesma temática. representam uma auto-crítica norte americana aos padrões sociais de consumo, beleza, comportamento, relações interpessoais. é um escancaramento de tudo aquilo que se prega, se vive e se nega. Dos comportamentos "desviantes" à complexidade das relações, padrões de consumo, de felicidade, enfim o tema geral seria: a decadência do estereótipo de família americana... teria mais um tanto, eu sei. mas esses são os meus escolhidos ;)
nos cartazes (Felicidade/ Eu, você e todos nós/ Beleza Americana/ Pecados Íntimos/ Magnólia)

imagem é tudo! sede não é nada...

Qualquer dia desses vou contar quantas vezes a Flora se olha no espelho durante uma manhã. No mínimo, no intervalo de cada atividade, quando não no meio. Entre fazer o para-casa e ir tomar banho. Entre tomar banho e trocar de roupa. Entre trocar de roupa e ir comer. E muitas vezes nos períodos que antecedem o momento de sair de casa. Sem falar das olhadelas em reflexos de vidros. Nunca na hora em que acorda. Que mania essa que temos de ficar nos olhando no espelho. Uns mais que os outros, ta certo. Em algumas idades mais do que em outras.
Na casa da minha orientadora tem um espelho na sala, onde ficamos reunidas algumas poucas vezes. É estranho conversar com ela com aquele espelho ali. Me dizendo pra mim mesma (que bom poder ser redundante aqui, rs) quem eu sou (ou represento, ou aparento, ou transfiro, ou sei lá o que). Me mostrando a minha cara e me obrigando a fazer alguma. Fiquei pensando o que seria de nós (seres humanos) se não soubéssemos como é a nossa imagem, apenas a do outro. Que tipo de relações estabeleceríamos. E mais, se não soubéssemos como é a imagem de ninguém. É um pensamento um pouco fantasioso, quase infantil, eu sei, mas.. ah... Acho que vou ver “Ensaio sobre a cegueira”.
Mas na quarta-feira foi engraçado. A gente estava atrasada pra Coopen. Como sempre. Temos a capacidade de sair sempre as 13:10, sendo que a aula começa às 13:15*. E eu acho que a culpa é do espelho. Mas nesse dia eu resolvi fazer um teste:
Estávamos na correria, escova dente, e olha no espelho, penteia o cabelo, e olha no espelho, põe o sapato, e olha no espelho, guarda o material, ... até que eu chamei a atenção um pouco mais vigorosamente, mandei terminar logo (só faltava escovar os dentes) para irmos embora de uma vez. Enquanto ela terminava, preguei disfarçadamente um post-it (muitíssimos úteis) no espelho do armário com os dizeres “PÁRA DE OLHAR NO ESPELHO!!!!!”, fechei todas as portas dos armários e fui esperá-la no elevador. Era um teste. Será que ela voltaria no quarto para dar “a última olhadinha”? Um minuto, dois, três e lá vem a menina rindo da minha cara e me pregando um post-it “PARA DE ENCHE O SACO!”.
Eu, muito antipática que sou, ri um pouco do resultado e depois disse, "encher" se escreve com R.
Mãe -professora é dureza. Não recomendo. Rsrs...


*mas a gente já descobriu que o sinal sempre atrasa um pouco, então acabamos incorporando esses minutinhos no nosso tempo. Ai,ai, sempre nos confortando aos outros.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Estou apaixonada!!!

Estou apaixonada pelo meu melhor amigo. Ele é perfeito. Tem tudo o que necessito. As palavras certas nos momentos precisos. Não pede nada em troca, exceto algumas atualizações de tempos em tempos. Ninguém me ajudou mais a escrever a dissertação do que ele. Ele é musical. Conjuga os verbos em todos os tempos. Sabe a história das palavras. Só tem um nome meio estranho... mas isso nem importa meu querido HOUAISS! uhauahauh...isso foi só pra descontrair...

Um amigo no domingo:
- E os amores depois do pé na bunda?
Eu:
- minha libido está investida em outra coisa.

Fim :)

sábado, 20 de setembro de 2008

eu sou tão louca pra escrever a minha dissertação. Não entendo como uma pessoa tão organizada quanto eu pode, em alguns momentos, ser tão desenfreadamente confusa e sem ordem . Estou sozinha na minha ex-atual casa. sem mãe. sem filha. sem amores. e sem rumores. Só eu e um computador. Já escrevi umas cento e tantas páginas. ainda falta um tanto. deveria estar em contagem regressiva. mas aindanão estou. mas estou fazendo alguma coisa. E gostando um pouquinho. E sofrendo um pouquinho. E indo, indo, devagarzinho... Antes de ontem conversei com o Dr. Zacarias sobre a minha dissertação. Ele é o meu "não original, mas atual" psiquiatra. Sai de lá com um sorriso no rosto. Apesar de ter esperado mais de uma hora pra ser atendida. É que ele fica tendo longas conversas com seus pacientes. Na minha rotina, a dissertação está constantemente nos meus pensamentos. E isto é estranho. E acho que até disso eu vou sentir falta. Só da culpa e do sentimento de dívida que não. eu quero ir no cinema sem culpa. amar sem culpa. dormir sem culpa. pronto, agora chega. tenho que ir escrever.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

CAPITALISMO SELVAGEM

Lembro bem do dia em que o “só se...” foi proibido na minha casa. Eu devia ter uns oito anos, e minha mãe anunciou oficialmente. “Está proibido o uso de ‘só se..’ nessa casa”. Quem é mãe entende, quem é filho também.
Mas como “a vida é um círculo”, cá estou eu tendo que negociar dia a dia com a Flora cada pedido, cada favor, cada gentileza. Com a Flora tudo funciona na base da troca. E pior, não é nem na base do escambo não, o pagamento é em dinheiro e de preferência a vista. Pra falar verdade, não gosto muito, acho interesseiro, muito pouco gentil. Fica parecendo que nada pode ser feito gratuitamente, sem que se receba algo em troca. Mas, se é assim, é por que também sou parte responsável dessas negociações, não me isento dessa responsabilidade não. Ou não aprendi a lição da minha mãe, ou estou reproduzindo algo que ficou reprimido...rs...
E, cá entre nós, tem umas trocas que valem muito a pena...rs

1) Outro dia ganhei uma hora de massagem (pagos a prestação, ta certo) graças a um favor bobo que fiz a ela, num momento de muita preguiça. Vcs não imaginam a mãozinha deliciosa que a Flora tem. Compatíveis as minhas dores nas costas.

2) Sempre fui viciada em estalar dedos. A princípio os meus. Depois dos namorados. E por fim da minha filha. Mas até que o dedo se acostume dói um pouco. E me lembro bem do dia em que inaugurei essas relação de troca na minha casa (putz, fui eu quem comecei com isso...). A Flora tinha uns cinco anos, e eu, ávida para estalar aqueles dedinhos virgens, disse, sem titubear. “te dou um real por dedo que vc deixar eu estalar”. Ela espremeu os olhinhos pensando na dor, e estendeu as mãozinhas...rsrs.

3) Sempre fui viciada também em roer unhas. Só as minhas mesmo. Mas isso fez com que eu tivesse uma enorme inabilidade em cortar as unhas da Flora. Já sangrou algumas vezes, na verdade acho que foi só uma, mas o suficiente para deixa-la traumatizada e ter pânico só de me ver com aquele cortadorzinho. Eu nem corto tão mal assim, mas é que nossa genética não ajuda nesse quesito, então, sempre depois de cortadas as unhas ficam esteticamente estranhas. Mas eu tava cansada de ter que insistir, gastar tempo, correr atrás a cada semana que a unha da menina crescia. Resolução: negociação.

Eu:
- Te dou dez reais para que das próximas dez vezes que eu peça para cortar sua unha vc diga “claro, mamãe querida”
Ela olhou fulminante, fez uma voz de sei lá o que e disse, estendendo as mãos, com ar de “ok, vc venceu”:
- “claro mamãe querida...”.

Mas agora ela quer a unha grande. Outro dia foi até no salão. Mas ainda não dá, por que fica grande (de moça) mas suja (de criança)... E eu lembrei disso tudo, por que ontem a noite, quando cheguei na casa da minha mãe, a Flora estava toda feliz rodopiando na grande cadeira de escritório da minha mãe. Olhou pra mim e disse:
- Eu fiz uma troca com a vovó e por isso ganhei o direito de ficar um dia inteiro usando a cadeira dela.
Eu olhei com cara de não to entendendo. Ela estendeu as mãos e, as unhas pintadas e sujas, estavam agora curtas e limpas. Minha filha ta deseducando minha mãe.

Um adendo: o dinheiro normalmente é para comprar doces. Atualmente, anda guardando, para comprar suvenir para as amigas na Índia.
Serão trocas legítimas? Não sei.
Jeito estranho esse de deseducar né...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Por que não tem como não falar sobre o próprio blog....

Vou postar uma mensagem sobre um assunto que para mim é quase que inevitável, mas que, por não ser o mote do blog, eu queria falar apenas pra não ter mais que ficar falando sobre isso. Assim, falarei disso para que vcs saibam qual é o espírito que norteia meus escritos. Em tópicos para que fique mais didático e menos cansativo:
1) ainda não sei bem pra que fiz um blog, só sei de uma coisa, o fiz ao mesmo tempo em que abandonei (literalmente) a análise e não sou tão ingênua a ponto de achar que isso seja mera coincidência...
2) outro dia disse a uma amiga que meu blog não tinha mote, ela disse que tinha sim, que era o blog da Sara. Bom, se for isso mesmo, eu quero que isso tenha sido uma escolha, e ainda não estou muito clara de que é.
3) Contei sobre a existência desse blog para umas doze pessoas. Não pretendo ampliar esse número de leitores. Não tem ninguém que eu queria ter contado e ainda não contei. Contei pros meus amigos e só. E tem amigo que eu não contei por que eu sei que não vai ler. Se vc ficou sabendo sinta-se, no mínimo, “honrado” ...rs. E se vc ficou sabendo é por que é pra vc ler. E é pra se sentir um pouquinho responsável por mim também. Aliás, saibam, os amigos têm muita responsabilidade sobre nossas vidas. Se algum dia eu me matar vcs podem ficar bem tristes, por que serão partes responsáveis por esse suicídio. Peguei pesado? E olha que nem é brincadeira.
4) Não contei por meu pai. Não contei pra minha mãe. Não contei pra minha analista. Contei pra Flora, mas não dei o endereço. E pedi permissão pra falar dela. E ela deixou.
5) Fazer um blog te leva a compartilhar um universo de blogueiro. É inevitável. Funciona como uma troca mesmo. E do que andei lendo por ai, e não vou comentar agora por que não é hora, uma coisa me impressionou: uma necessidade unânime de refletir sobre o próprio blog, fala-se deles como se falassem de alguém (gente). Ok, vou manter a unanimidade.

sábado, 13 de setembro de 2008

efeito adesivo

Outro dia, no metro (sim, em bh tem metro, tá certo que é na superficie e é lerdo, mas a gente chama de metro mesmo assim), uma garotinha de uns três anos fazia birra, muita birra. Queria por que queria uma caneta, dessas bic, que seu pai a proibira de pegar por que a mesma queria insistentemente coloca-la na boca. O pai, que era super bacana, paciente, calmo, tinha vários argumentos legítimos pra negar o objeto à filha. Que aliás, também era uma graça, inteligente, e seu único problema ali naquela situação era o fato de ter três anos. Chorou o que pode, gritou um pouco e ficou por alguns minutos num nhemnhem sem fim. Eu observei muito. Encarei a menina mesmo. Sem mexer um músculo sequer. Fiquei lá olhando e pensando o que é que poderia reverter aquela situação. Lembrei que meu pai, que adora crianças e não suporta birras, sempre dizia, “menino fazendo birra? tem que parar de falar no assunto, mudar de objeto, qualquer coisa que faça com que a criança se atente para outra coisa”. Ao meu ver, não é uma lição para a vida, não deve ser aplicada em adultos, muito menos em relacionamentos amorosos. Definitivamente, temos que fazer o luto das coisas que perdemos, entender os porquês das “desgraças” da vida, da proibição de canetas e não simplesmente “Mudar de assunto”. Mas com crianças de três anos funciona bem. Continuei ali pensando o que teria na minha pasta-arquivo de trabalho, ou no meu estojo que tudo contém que poderia agradar aquela criança mais do que uma caneta. Eureca! Me lembrei que eu tinha em uma das divisórias da minha pasta uma sessão chamada “material” (sim, eu sou ultra organizada, neurótica mesmo) e que nela tinha uma cartela de etiquetas, dessas caras próprias para impressoras que vêm naqueles envelopes amarelo gema. Nem eram adesivos coloridos, desses com personagens, nada disso. Mas eu sabia que aquele “efeito adesivo” fazia sucesso com crianças. Me preparei toda. Peguei umas três etiquetas, descolei-as da folha grande, deixando cada uma em um dedo, me levantei da minha cadeira, arriscando perder o assento, e fui direto naquela garotinha. Fitei ela nos olhos e disse com ar misterioso “eu tenho uma coisa muito mais legal do que uma caneta”. Ela arregalou os olhos. Eu colei um adesivo em sua perna, um no braço e o outro dei na mão. Ela ficou muda. Muda alegre. O pai ganhou bigodes brancos. O metrô perdeu o choro. E eu fui trabalhar me sentindo Amelie Poulain.

escola pública

Hoje fui na “XIII mostra plural” promovida pela prefeitura de Belo Horizonte. É um evento onde as escolas públicas municipais expõem os trabalhos dos alunos nas mais diversas disciplinas. Já tem treze anos que isso acontece e eu nunca soube. Achei interessantíssimo, muito bacana mesmo, tirando aquelas barracas “pra inglês ver”. Fiquei passeando lá tentando descobrir o que era trabalho de aluno o que era trabalho de professor... tarefa fácil. O que eu mais gosto são aquelas exposições que têm alunos explicando o funcionamento de alguma engenhoca, a densidade da água, as ondas sonoras, e tantas outras coisas que são tão legais de entender.
Listo algumas coisinhas que me chamaram atenção:
* não tinha nenhuma escola particular visitando o evento, e sei disso, por que é tão fácil reconhecer os alunos de escola particular... Cadê a pluralidade? Cadê a pluralidade? Cadê a pluralidade?
* as professoras se preocupam muito mais em manter a disciplina dos encapetados do que em deixar os alunos verem, sentirem, aproveitarem mesmo as exposições.
* O povo adora uma apresentação que tenha alguém rebolando.
* Os olhos das crianças brilham ao ver uma roda gigante, mas naquele dia elas não andariam nela... os organizadores do evento deveriam ter pensado em algum caminho alternativo para se chegar no espaço destinado ao evento, sem ter que passar pela roda gigante.... é maldade demais...
* Nunca compre um sorvete gigante de um real. Ah não ser que vc tenha um desejo estranho de comer gelo de isopor...
* Viva o teatro do oprimido! Tenho que pesquisar mais, me pareceu uma coisa interessantíssima.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

complexos

Ta certo que complexo todo mundo tem. Se não tem, inventa. Aos onze anos inventa-se um por dia, sobretudo aqueles ligados à aparência. A Flora tem milhões de motivos para ter complexos. E tem. Mas eu, que sou uma mãe pra lá de crítica para com essas invenções, gosto de por lenha na fogueira, por que acredito que assim, falando “na lata!”, eles acabam parecendo menores, menos importantes. Então vira e mexe eu agarro a minha pequenininha bem forte, bem gostoso e falo assim: “vem cá minha baixinha, ceguinha, de dente torto, carinha de neném, com uma pinta saltando na cara, com a bunda gigante, a coxa grossa, o pé pra dentro”. Ela faz cara de brava e fala “pára mããããe!”. Mas, juro, eu sinto que assim to educando. Por que no fundo eu acho ela linda, pra não dizer perfeita, por que isso ela não é mesmo. E não é só linda, ela é inteligente, carismática, perspicaz, sensível e tantas outras coisas.
Mas tem vezes que a coisa fica mais séria. E outro dia ela chorou bastante por que queria nascer de novo e ter alguns centímetros a mais. O verdadeiro complexo da Flora é o de ser baixinha. Conversamos bastante. Primeiro procurei entender o por que disso ser um grande problema, e entendi o seguinte: por ser pequena, as pessoas, principalmente as mães (sabe aquelas que têm como passatempo predileto ficar comparando as crianças?) sempre que a vêm acham que ela tem menos idade do ela realmente tem. E isso é um problema por que acham assim que ela não é corajosa, que ela tem capacidade inferior, enfim que ela é uma criança e não uma pré-adolescente! Mas isso tudo, essas falsas impressões só se sustentam até ela abrir a boca (coisa que ela só faz com alguns). Ai eu percebi que, essa “adultice” que a Flora tem no modo de ser (vocabulário rico, voz grossa, jeito adulto de se expressar) é uma estratégia (inconsciente claro), de se proteger dessa falsa impressão que a sua aparência exprime. Há quem diga que sou uma psicóloga de araque, mas eu que criei então tenho o direito de psicologizar o quanto eu quiser, certo?
Essa postagem ta ficando muito grande... Depois que compreendi o problema de ser baixinha, tentei dar algum exemplo que fosse significativo, e acho que deu certo. E acho que deu certo por que a Flora é politicamente correta, principalmente nessas questões de proteger as minorias.
Contei pra ela que muitas crianças negras se sentem discriminadas, preteridas, inferiores simplesmente por serem negras e que isso, muitas vezes, é um grande sofrimento pra elas. Contei que já ouvi casos de crianças que passam água sanitária no corpo, ou que se esfregam no banho até se ferir, com o intuito de “tirar aquela cor maldita”... Perguntei a ela, se ela tivesse um filho nessas condições o que ela faria. Ela , que não é nada boba e já sabia muito bem aonde eu queria chegar, disse apenas “sinceramente, não sei”. Mas claro que ela sabia, e claro que ela não desejaria em hipótese nenhuma que aquela criança se tornasse branca. Muito bem, eu disse que bastava ela fazer uma correlação para com seu caso. O problema dela ser baixinha é dos outros e não dela mesma. Viva as diferenças!
Por fim, eu disse, quando alguém te disser “nossa, parece que vc tem oito anos...” Diga “é que eu tenho uma doença grave que não permite que eu cresça” a pessoa ficaria no mínimo bastante sem graça. Ela não topou. Dei outra sugestão: diga assim “vc poderia fazer tantos comentários a meu respeito e vem fazer logo um que me põe pra baixo”. Ela também não topou.
Pense duas, três vezes antes de fazer qualquer comentário com um pré-adolescente, com uma criança, com um adolescente, com um idoso, com um ser qualquer que seja, ok?

"as duas faces de mim"


terça-feira, 9 de setembro de 2008

candidata ao divã

imagine um armário de duas portas. aliás duas portas grandes e duas menores, os chamados maleiros, certo? Pois bem, entre as portas do maleiro do armário da minha filha (entre as portas mesmo, impedindo inclusive que elas se abram) há um papel escrito "as duas faces de mim". Embaixo em cada uma das portas grandes há vários papéis com escritos de toda natureza. De um lado a parte "emo" da Flora com os seguintes escritos: "eu não sou pessimista sou realista" ; a alegria é algo que nasce, a solidão é algo que sempre existe" ; SOLIDÃO ; Se hoje estou aqui é por que ontem consegui viver, mas e amanhã?" ; na outra porta a parte alegre, contém uma foto dela vestida de caipira com uns quatro anos e a frase "só sei que nada sei, sou tudo mas não estou em nada".
Meu Deus como é difícil ter onze anos.
kkkk.
Não dá pra não rir.
O mais legal disso tudo é que a Flora é capaz de fazer troça da própria crise.
Outro dia me saiu com essa "eu prefiro um milhão de vezes que me chame de burra do que de criança".
As crianças querem ser pré-adolescentes, os pré-adolescentes querem ser adolescentes, os adolescentes querem ser adultos, os adultos querem ser adolescentes... que inferno essa nossa constante insatisfação etária...
Bom, eu, verdadeiramente, só quero é fazer trinta anos logo. Pra que parem de me chamar de adolescente.
Mas outro dia a gente teve uma consversa bem séria sobre os complexos... depois eu conto.

sábado, 6 de setembro de 2008

dedicatória

acabeide fazer a dedicatória da minha dissertação. nossa, essa parte foi tão fácil. tão fluido. quando eu crescer acho que vou ser cronista. pelo menos alguma coisa meu pai me ensinou. aliás ele não ensinou eu aprendi lendo o que ele escreve, que aliás é sempre igual. modestia à parte acho que serei melhor que ele. por que eu tenho mais sentimentos.
olha só que linda que ficou... pretendo acrescentar mais coisa até o dia 31 de novembro... por que sei que até lá, ela, minha mãe, ainda fará muito mais do que eu escrevi aqui... aliás já fez...
Dedicatória que constará na primeira página da minha dissertação, depois daquela babozeiras formais obrigatórias...:
" ela me deu casa, comida, carinho, corrigiu meu português, me deu “pezinho”, levou pré-adolescentes em crise num parque de diversões pra que eu ficasse em casa escrevendo num sábado de sol, evitou todo tipo de conflitos, pagou minha psiquiatra e, acreditem, até traduziu meus textos em francês. À minha querida mãe."

zelig

ser mãe é estar em constante negociação. ser mãe de uma pré adolescente é estar em constante negociação e constante conflito. as vezes tenho vontade de entregar a "Deus". mas como sou atéia fica difícil. outro dia eu falei atéia com alguém e a pessoa me gozou. fui ao meu querido companheiro houaiss e lá estava bem certinho atéia, atéia, atéia. parece errado mas não é. esses homens que acham que as palavras só existem no masculino... o que mais me incomoda na minha filha é a capacidade que ela tem de ser influenciada pelo meio. como uma pessoa pode ser tão camaleoa assim? Flora- Zelig. e há quem diga que ela é uma pessoa de muita personalidade... pode até ser... mas essa não deixa de ser uma grande característica de sua personalidade. mas eu nem amo ela menos por isso. quem sabe esse não seja também um sintoma meu? pelo menos a idade me permite ter consciÊncia da minha zeligues.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

FUI DESCOBERTA

que droga... agora tenho que ter mais responsabilidade com o que posto aqui... afinal é uma pessoa que prezo muito...ai, ai...