quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Diga não aos e-mail de três frases!!!

Claro, se eles forem burocráticos não há problema algum. Agora, e-mail de amigos distantes, de amores passados e de filhos na Índia não podem ter só três frases. Definitivamente. Dispenso esses. Eu gosto é de longas conversas e reflexões. Odeio aqueles que dizem, “E ai, tudo bem? Como vai?” ou “Aqui está tudo bem”. Não quero saber se está tudo bem apenas, quero detalhes, quero casos, quero curiosidades, quero sentimentos, quero sinal de vida vivida.
Esse ano tive quatro decepções nesse sentido. Uma que já se arrasta por anos, que na verdade não é via e-mail, mas sim via tel. Ele me liga sempre, quase toda semana. O celular me permite ver imediatamente quanto tempo durou a ligação. As dele nunca passaram de um minuto. Um minuto. Então resolvi parar de ligar e as vezes até de atender. Ele poderia gravar uma mensagem no celular e programá-lo para me ligar automaticamente uma vez por semana. Daria na mesma. “oi, tudo bem?” “tudo e ai? “tudo bem também, e a flora?” “tudo jóia, e as meninas?” “também.” “ah, então ta” “ta” bj e tchau. Argh, argh, argh!!!
O segundo e o terceiro já foram resolvidos, são meninos espertos que perceberam que eu preciso de mais do que um oi, como vai.
E a última, minha filha, ainda tem dois meses para me convencer de que é merecedora do meu legado... uhauahuahua... to pegando pesado mesmo. Se quiser falar comigo, fale de verdade, fale por inteiro, não sou mulher de meias palavras.

4 comentários:

Pao-Lo disse...

Eu já recebi um e-mail de três caracteres. Não demandava uma resposta grande, mas o que eu escrevi tinha, pelo menos, umas 15 frases: explicações, satisfações, saudações, exposição de pequenos contratempos que tive... e a resposta foi:
"Ok."

Pô, "Ok."? Isso é código morse???!!! "OK", minha chapa-eterna-bem-querida-amiga Flávia, me explicou: "Na guerra, ao se contar os mortos, ou anotava-se o número (a quantidade) ou, caso não houvesse nenhum morto, era O.K.= (Zero Killed) 0.K.

Heheheh pô que ninguém morreu eu sabia, já que a fulana que me escreveu... "escreveu", portanto nao poderia estar morta. Diabos...

Mas eu gosto é da variação, não sinto bem se fico sempre falante demais que nem tenho andado nesse blog da Sara :o). Preciso variar... vou treinar minha capacidade de síntese, se não, ninguém lê também. Heheheh Vou tentar ficar numa de ouvinte.

Ninguém em especial disse...

Curiosidade: quem são "as meninas"?

Sara Villas disse...

é paulo, vc sem dúvida é o mais assíduo por aqui, mas eu gosto muito, de compartilhar meu blog contigo. ele ja é quase nosso, tendo em vista que devemos ter escrito o mesmo tanto nele...rs...
vou começar a pensar que vc tem segundas intenções, hein? :P
quanto ao comentário, os "oks" são péssimos mesmo, nem msn num gosto deles... apesar de muito úteis.
num quero ouvinte não, quero comentarista e leitores amigos, só.
Ai Helaine, não posso ser tão explícita assim..rs... mas saiba que não me refiro a vc no "meninas". apesar de as vezes eu achar que vc poderia ser mais falante do que é. isso é pq gosto de vc num é reclamação não, viu?

MOVA - Brasil Desenvolvimento e Cidadania disse...

hahahahaha...foi meu último comentário. Na verdade queria dizer mais coisas tais como:
Nossa, estava aflita por você por causa da Sara e pensava várias vezes em como ela estava. O seu comentário sobre distância, mídia e comunicação é compartilhado por mim e por isso, como mãe e amiga justificava a falta de notícias.
Não disse no outro post, porque depois de ler o e-mail dela, só consegui ficar rindo da criatividade e inteligência dos nossos filhos, que sempre nos surpreendem. Ótimo.
Bem, mas depois que li esta postagem resolvi escrever mais... é verdade nada pior do que frases curtas, palavras incisivas, e dicas do que poderia ser dito (ou não dito) Me animei!